O Parque Nacional da Chapada Diamantina possui 152.000 hectares e protege uma parcela da Serra do Sincorá, que é a parte norte da Serra do Espinhaço, cadeia montanhosa que se estende de Minas Gerais à Bahia.

Possui grande diversidade ecológica e ambiental em seu território, abrangendo, por exemplo, três biomas brasileiros: Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. O Parque está inserido nas Reservas da Biosfera (RB) da Caatinga e da Mata Atlântica.

O Parque da Chapada é uma excelente opção para a realização de caminhadas, montain bike, banhos de rio, escalada e canoagem junto à natureza.

São quase 300 km de trilhas que percorrem campos rupestres, cerrado e mata atlântica em meio a paisagens de tirar o fôlego; 33 cachoeiras, entre elas a cachoeira da Fumaça, com 390 m de altura; 2 cavernas; 10 locais de escalada; 16 sítios históricos e o Marimbus, área alagada conhecida como Pantanal da Chapada Diamantina.

O acesso ao parque pode ser feito pelos municípios de Andaraí, Ibicoara, Itaetê, Lençóis, Mucugê e Palmeiras, através de 38 trilhas de entrada. A sede administrativa do Parque fica na cidade de Palmeiras.

Não há estruturas institucionais de apoio à visitação dentro do Parque, tais como guaritas ou centro de visitantes, ou seja, a entrada é gratuita.

Parque Nacional da Chapada Diamantina
Cachoeira – Parque Nacional da Chapada Diamantina

Como chegar ao Parque

A região do Parque pode ser acessada pela rodovia federal BR-242 e outras rodovias estaduais.

Existem linhas de ônibus regulares e um aeroporto no município de Lençóis. O transporte intermunicipal no entorno do parque é precário, sendo realizado apenas em alguns trechos por vans particulares.

Ao planejar a viagem para a região é fundamental verificar os municípios onde estão localizados os atrativos que se pretende visitar e qual é a logística disponível.

O Parque Nacional da Chapada pode ser dividido em três regiões: norte, centro e sul, que possuem diferentes meios de acesso.

Confira a seguir, as descrições mais detalhes de como acessar à cada uma das regiões. As informações sobre empresas de ônibus podem sofrer alterações e devem ser conferidas junto às empresas.

Região Norte do Parque (Lençóis e Palmeiras)

** Saindo de Brasília

De carro: seguindo a BR-020 são 541km até Luiz Eduardo Magalhães-BA. A partir daí são 491 km pela BR-242 chegando até a cidade de Seabra. 28 km à frente está a entrada da BA-849 que vai para a cidade de Palmeiras. 60 km depois de Seabra está a entrada da BA-850, que dá acesso à cidade de Lençóis.

De ônibus: Há linhas regulares de ônibus com destino final em Salvador que param em Seabra (Viação Rápido Federal). A partir de Seabra há ônibus para Palmeiras e Lençóis em 3 horários do dia.

** Saindo de Salvador

De carro: seguindo a BR-324 são 120 km até Feira de Santana. A partir daí seguindo a BR-116 são 70 km até a BR-242, onde se percorre 218 km até chegar à BA-850, rodovia de acesso a cidade de Lençóis, ou 250 km até chegar à BA-149, rodovia de acesso à cidade de Palmeiras. De Palmeiras ao distrito do Capão são mais 20 km de estrada de terra.

De ônibus: há ônibus regulares para Lençóis e Palmeiras todos os dias da semana (Viação Rápido Federal). Da cidade de Palmeiras para o distrito do Capão existem vans que realizam o transporte.

De avião: há dois voos por semana na baixa temporada e três voos na alta temporada para o aeroporto de Lençóis, que são operados pela Azul Linhas Aéreas.

Região Central do Parque (Andaraí e Mucugê)

** Saindo de Brasília

De carro: Para chegar até Andaraí são 541 km seguindo a BR-020 até Luiz Eduardo Magalhães-BA. A partir daí são 582 km pela BR-242 até chegar à BA-142, rodovia de acesso a cidade de Andaraí, 51 km à frente. Para chegar em Mucugê são mais 50 km após Andaraí seguindo pela BA-142.

** Saindo de Salvador

De carro: seguindo a BR-324 são 120 km até Feira de Santana. A partir daí seguindo a BR-116 são 70 km até a BR-242, onde se percorre 182 km até chegar à BA-142, rodovia de acesso a cidade de Andaraí, 51 km à frente. Para chegar em Mucugê são mais 50 km após Andaraí seguindo pela BA-142.

De ônibus: há linhas regulares de ônibus regular para Andaraí e Mucugê todos os dias (Viação Águia Branca e Cidade Sol).

Região Sul do Parque (Ibicoara e Itaetê)

** Saindo de Salvador

De carro: seguindo a BR-324 são 120 km até Feira de Santana. A partir daí seguindo a BR-116 são 70 km até a BR-242, onde se percorre 182 km até chegar à BA-142, rodovia de acesso às cidades de Andaraí (51 km à frente), Mucugê (101 km à frente) e Ibicoara (177 km à frente). Para acessar Itaetê a melhor opção após Feira de Santana é seguir mais km até a BA-046 e seguir no sentido à cidade de Marcionílio de Souza.

De ônibus: há uma linha regular de ônibus todos os dias para Itaetê (Cidade Sol). Para Ibicoara há uma linha aos sábados (Cidade Sol). Nos outros dias da semana é possível ir até Barra da Estiva (Emtram) e de lá pegar um ônibus para Ibicoara às 10h.

** Saindo de Vitória da Conquista

De carro: seguindo a BA-142 são 220 km até a cidade de Ibicoara. Para ir para Itaetê segue-se até Mucugê pela BA-142 e depois mais 27 km até a entrada da BA-245. A partir deste ponto são mais 37 km de estrada em condições precárias até a cidade de Itaetê.

Principais Atrativos

Destacamos algumas das atividades que podem ser realizadas no Parque Nacional. É importante ter em mente que não há sinal de celular dentro do parque e as trilhas não possuem sinalização, além de possuir trechos pouco marcados.

É recomendável contratar um condutor de visitantes e sempre informar algum familiar sobre a atividade que você vai realizar.

Trilhas, cachoeiras e banhos de rio

Trilha da Cachoeira da Fumaça – acesso por cima

Parque Nacional da Chapada Diamantina
Trilha da cachoeira da fumaça – Parque Nacional da Chapada Diamantina

A trilha parte do povoado de campos, no distrito do Vale do Capão, em Palmeiras, e segue para o alto da serra, até chegar ao rio da Fumaça, onde cai a mais famosa cachoeira da Chapada Diamantina. A trilha tem cerca de 5 km e leva-se, em média, duas horas para percorrê-la, sendo em média uma hora de subida íngreme.

A cachoeira tem cerca de 380 m de altura do ponto que verte ao seu pescoço, mas há locais que do topo ao poço chegam a 420 m.

É um passeio destinado a contemplação de uma das cachoeiras mais belas do Brasil, sem banho de rio no percurso.

A Associação de Condutores de Visitantes do Vale do Capão – ACV-VC possui sua sede próxima ao início da trilha, que serve também como receptivo aos visitantes. Esta entidade realiza o monitoramento voluntário da visitação da trilha desde o ano de 2000.

Trilha da Cachoeira das Andorinhas

Parque Nacional da Chapada Diamantina
Trilha da cachoeira das Andorinhas – Parque Nacional da Chapada Diamantina

Está localizada no Município de Mucugê e o trajeto para alcança-la possui cerca de 3 km.

A trilha passa por solos arenosos e rochas pertencentes à formação geológica Tombador, originada a 1,6 bilhões de anos. No trecho final vale a pena conhecer as tocas de garimpeiro próximas à trilha construídas junto à grandes blocos de rochas.

Todo o trajeto cruza campos rupestres, vegetação de pequeno porte que ocorre sobre rochas, onde são comuns orquídeas, canelas-de-ema e bromélias. A cachoeira possui um poço grande para banho.

Trilha da cachoeira Capivari

Parque Nacional da Chapada Diamantina
Trilha da cachoeira Capivari – Parque Nacional da Chapada Diamantina

Localizada no município de Lençóis, a trilha começa na estrada velha do garimpo, em uma área de floresta.

O trajeto possui uma subida longa e um pouco íngreme, que leva em média uma hora e meia para ser percorrida, dando acesso a uma área de campo rupestre, com vários trechos de lajedo.
O atrativo possui uma bela queda d’água e poço para banho.

Trilha da Cachoeira Encantada – acesso por baixo

Parque Nacional da Chapada Diamantina
Trilha da cachoeira Encantada – Parque Nacional da Chapada Diamantina

O acesso a uma das cachoeiras mais altas da região é realizado a partir do Assentamento Baixão, no município de Itaetê (atenção para não confundir com a comunidade de Baixão, em Ibicoara), de onde são percorridos 8 km por estradas vicinais até o início da trilha.

O percurso a pé inicia-se em um trecho plano, de 1,1 km, sobre terreno arenoso até a serra. Após, o trajeto segue pelo curso do rio Samina, por 3 km, até chegar a Cachoeira Encantada, com cerca de 270 m de altura.

No trajeto, é possível observar trechos com vegetação predominante de campo rupestre e mata atlântica. É possível avistar também, eventualmente, bandos de macacos-prego-do-peito-amarelo (Sapajus xanthosternos), espécie ameaçada de extinção.

Próximo à cachoeira, pode-se observar a presença de andorinhas, que fazem ninho junto à queda d’água, e, com a ajuda de binóculos, é possível avistar urubus-rei.

Trilha da Cachoeira do Ramalho

Trilha da cachoeira do Ramalho - Parque Nacional da Chapada Diamantina
Trilha da cachoeira do Ramalho – Parque Nacional da Chapada Diamantina

Está localizada no município de Andaraí e possui 90 m de queda livre. O trajeto para conhecê-la possui cerca de 6 km através de mata atlântica, campo rupestre e trechos de cânion que margeiam o Rio Baiano.
A cachoeira pode secar em épocas do ano sem chuva.

Trilha da Cachoeira Véu de Noiva

Trilha da cachoeira Véu de Noiva - Parque Nacional da Chapada Diamantina
Trilha da cachoeira Véu de Noiva – Parque Nacional da Chapada Diamantina

Localizada no município de Ibicoara, a trilha para a cachoeira inicia-se no povoado do Baixão e possui cerca de 3 km com trechos planos e sombreados.

Com queda de mais de 30 metros de altura, o atrativo também possui ótimos poços para banho.

Canoagem

Canoagem no Parque Nacional da Chapada Diamantina
Canoagem no Parque Nacional da Chapada Diamantina

O Marimbus é conhecido como o pantanal da Chapada Diamantina.

É uma planície inundada por diversos rios e repleta de plantas aquáticas.
O local é propício para a prática da canoagem, caiaque e stand up paddle e pode ser acessado pelos municípios de Lençóis e Andaraí.

O percurso mais comum sai da comunidade quilombola do Remanso, localizada no entorno do Parque Nacional, e vai até o rio Roncador, tendo cerca de quatro horas de duração. A comunidade do Remanso localiza-se a 22 km de Lençóis e é acessada por uma estrada de terra.

Escalada

Escalada - Parque Nacional da Chapada Diamantina
Escalada – Parque Nacional da Chapada Diamantina

Devido às suas características geológicas e geomorfológicas, o Parque Nacional da Chapada Diamantina é propício para a prática de todas as modalidades da escalada em rocha. Existem 11 setores localizados em todas as regiões da unidade de conservação, muitos em locais de fácil acesso e próximos a rios e cachoeiras.

O distrito de Igatu é um dos lugares mais famosos do nordeste para a prática do esporte, com destaque para o boulder, uma das suas modalidades.

No local, existem dois setores com permissão para a escalada, o Serra Alta e o Califórnia, ambos com mais de 500 metros de largura, possibilitando uma enorme variedade de vias.

Mountain Bike

Trilha Lençóis – Barro Branco

Trilha Lençóis - Barro Branco
Trilha Lençóis – Barro Branco

A região da Chapada Diamantina possui grande vocação para a prática do esporte, sendo a sede, por seis edições seguidas, do maior evento de MTB das Américas.

No Parque Nacional uma das trilhas mais interessantes para pedalar liga a cidade de Lençóis ao Barro Branco, pequeno povoado criado por antigos garimpeiros.

A trilha histórica é formada por trechos calçados durante o ciclo do diamante e possui vários pontos para banho no Rio Mandassaia. É considerada uma trilha técnica, por isso, é indicada para quem possui experiência em mountain bike, com trechos conhecidos como rock garden, que é formado por pedras e lajedos.

Travessias

As travessias do Parque possuem condições rústicas e são indicadas para aqueles com alguma experiência em ambientes naturais ou com disposição para aprender a vivenciar a natureza sem os confortos da cidade.
Parque Nacional da Chapada Diamantina

As travessias do Parque possuem condições rústicas e são indicadas para aqueles com alguma experiência em ambientes naturais ou com disposição para aprender a vivenciar a natureza sem os confortos da cidade.

Não há sinal de celular dentro do Parque Nacional e as trilhas não possuem sinalização, além de possuir trechos pouco marcados. Por este motivo é recomendável contratar um condutor de visitantes e sempre informar algum familiar sobre a trilha que você vai realizar.

Nas travessias com mais de um dia de duração o pernoite ocorre em acampamento selvagens, ou seja, locais sem estrutura para onde é necessário transportar todos os equipamentos (barraca, saco de dormir, etc) e alimentação necessárias.

A exceção em termos de pernoite é o Vale do Pati, onde é possível se hospedar na casa de moradores.

1 Dia

1. Lençóis – Vale do Capão

Descrição: Trilha que liga a cidade de Lençóis ao distrito do Capão, município de Palmeiras. Saindo de Lençóis o percurso passa por locais como um mirante com a vista da cidade de Lençóis do alto, a desembocadura para o vale do rio Ribeirão (onde existem vários vestígios de zonas de garimpos), vista do Vale do 21, o Poço da Piaba e a Toca dos Noivos, vista do Morrão, Serra dos Cristais e por fim, a chegada ao Vale do Capão.

Distância: 18,6 km de extensão, sendo 9,5 km dentro do Parque Nacional.

2. Pai Inácio – Vale do Capão

Descrição: A trilha parte das proximidades do Parque Natural Municipal do Pai Inácio na BR-242 e atravessa o Parque Nacional até chegar ao povoado dos Campos, no distrito do Capão. Passa por uma área de vegetação conhecida localmente como Gerais, contornando o Morrão e passando por Águas Claras, ponto de um afluente do rio Mucugezinho onde é possível tomar banho.

Distância: 15,3km de extensão, sendo 13km dentro do Parque Nacional.

2 Dias

1. Vale do Capão – Lençóis pela trilha do 21

Descrição: Essa trilha tem início na trilha da Cachoeira da Fumaça, que parte do povoado dos Campos, no distrito do Capão. No local conhecido como Lajedão inicia-se a trilha do 21, que segue pelo leito do Córrego Verde e o leito do Córrego Branco. Segue pelo leito do rio da cachoeira do Bodão até chegar a ela e depois à cachoeira do Fundão, onde é realizado o pernoite. A seguir, a trilha segue pelo leito do rio até chegar a confluência com o rio Ribeirão, quando encontra com a trilha Lençóis-Capão.

Distância: 15,6 km de extensão, sendo 12,5 km dentro do Parque Nacional.

2. Mucugê – Campo Alegre

Descrição: A trilha tem início em Mucugê e segue paralela ao rio Mucugê e depois ao rio Riachão, atravessando a região de campos conhecida como gerais do Machobongo. O pernoite é realizado em camping selvagem no local conhecido como toca do Vaqueiro. No segundo dia a trilha segue até o topo da cachoeira Fumacinha, onde se avista o cânion desta cachoeira. A seguir é necessário retornar até a toca do Vaqueiro e pegar a trilha para Campo Alegre, povoado de Ibicoara.

Distância: 40 km de extensão.

3. Estrada Velha

Descrição: Antiga estrada utilizada na época do Garimpo ligando as cidades de Lençóis a Andaraí. Atravessa área de floresta e cruza os rios Capivari, Capivara, Caldeirão, Roncador e Garapa, além de diversos riachos intermitentes. Subindo o rio Roncador chega-se à cachoeira de mesmo nome e realiza-se o pernoite nas suas proximidades. A estrada termina na rodovia BA-142, em ponto distante 5 km da cidade de Andaraí.

Distância: 26 km de extensão, sendo 20 km dentro do Parque Nacional.

3 Dias

1. Trilha da Cachoeira da Fumaça por baixo

Descrição: A trilha, no sentido Capão – Lençóis, parte da trilha da Cachoeira da Fumaça por cima e segue em direção ao vale do rio da Fumaça, passando pelo córrego com um poço para banho conhecido como Queima Baeta e pela descida da serra do Macaco até a confluência do rio da Fumaça com o rio Capivara, onde há a toca do Cesário (conhecida também como toca do Macaco, primeiro ponto de pernoite). Do ponto de pernoite tem-se uma pequena trilha para o poço da cachoeira da Fumaça – maior atrativo da Trilha -, com ida e volta (passando no mesmo caminho) pela margem do rio da Fumaça.

De volta à toca do Macaco, a trilha continua pelo rio Capivara até chegar à cachoeira do Capivara, onde está a toca do Capivara, local do segundo pernoite. Daí continua a descida do rio Capivara até chegar ao rio Palmital e à cachoeira do Palmital.

Desta cachoeira volta para o rio Capivara, segue pelo seu vale, passa pelo córrego da Muriçoca, serra do Veneno, rio Ribeirão do Meio até alcançar a cidade de Lençóis. A trilha também pode ser percorrida no sentido Lençóis – Capão, com o primeiro pernoite na cachoeira do Palmital, o segundo na toca do Capivara e o terceiro na toca do Macaco.

Distância: 25 km de extensão, incluindo-se neste total o trecho da Trilha da Cachoeira da Fumaça por cima (4,5 km), a ida e volta ao poço da cachoeira da Fumaça (6 km) e o trecho fora do Parque Nacional até Lençóis (2 km) e o tempo para percorrê-la é de 3 dias com 2 pernoites.

2. Vale do Capão – Mucugê

Descrição: A trilha inicia-se no Capão, em Palmeiras, partindo do povoado conhecido como Bomba. Após adentrar no Parque Nacional, a trilha sobe a serra da Moitinha até atingir uma área relativamente plana, chamada de Gerais dos Vieira. Em seguida, atravessa-se esta região até chegar ao córrego dos Cristais. No caminho, cruza-se o rio Ancorado, afluente do rio Roncador. No córrego dos Cristais inicia a Ladeira do Quebra-Bunda, um caminho calçado que segue até os Gerais do Rio Preto, um planalto que estende cerca de 100 m acima dos Gerais dos Vieira. A trilha segue pelos Gerais do Rio Preto, onde há duas opções para realizar a descida para o Vale do Pati.

A primeira opção é a rampa da ruinha, com maior declividade, que é percorrida em cerca de 40 minutos. A segunda opção é o local conhecido como arrodeio, uma descida bem mais suave que é percorrida em 1h40 minutos. O primeiro pernoite é realizado na casa de moradores ou em acampamentos juntos a elas. No segundo dia é realizado o retorno para os Gerais dos Vieira pela rampa da ruinha ou arrodeio para pegar a trilha que segue para Mucugê. A trilha segue paralela ao rio Preto e há paradas onde é possível tomar banho.

O pernoite ocorre em acampamento selvagem nas proximidades da Toca do Cabloco, uma cavidade natural com pinturas rupestres. No terceiro dia a trilha segue até o encontro do rio Preto com o rio Paraguaçu, que é o limite do Parque Nacional. A partir daí são 2 km de caminhada até chegar a BA-142, em ponto distante 2 km da cidade de Mucugê.

Distância: 40 km, sendo 38 dentro do Parque Nacional.

4 Dias

1. Guiné – Andaraí

Descrição: A trilha começa junto aos limites do Parque Nacional, nas proximidades do distrito de Guiné, município de Mucugê, e segue por um caminho que cruza o Morro do Beco. Em seguida, a trilha cruza os gerais do rio Preto até atingir o rio de mesmo nome. A travessia do rio é feita por uma passarela de madeira. Segue depois por campos rupestres até atingir a trilha Capão – Pati. O percurso pode ser feito em cerca de três horas, sendo a maneira mais rápida de acessar o Vale do Pati.

No primeiro dia além do deslocamento para o Vale é possível conhecer a Cachoeira dos Funis. A hospedagem é realizada na casa de moradores ou em acampamentos juntos às casas. No segundo dia é possível subir o morro do Castelo e ter uma das mais belas vistas do Pati. A hospedagem ocorre no mesmo local do primeiro pernoite. No terceiro dia a trilha segue rumo Andaraí, para o Pati de Baixo. A hospedagem ocorre em casa de moradores. No quarto dia a trilha segue para fora do vale através da Ladeira do Império, caminho calçado de pedras, passando pela Serra do Ramalho até chegar na cidade de Andaraí.

Distância: 30 km de extensão, sendo 25 km dentro do Parque Nacional.

5 Dias

1. Vale do Capão – Andaraí

Descrição: A trilha inicia-se no Capão, em Palmeiras, partindo do povoado conhecido como Bomba. Após adentrar no Parque Nacional, a trilha sobe a serra da Moitinha até atingir uma área relativamente plana, chamada de Gerais dos Vieira. Em seguida, atravessa-se esta região até chegar ao córrego dos Cristais. No caminho, cruza-se o rio Ancorado, afluente do rio Roncador. No córrego dos Cristais inicia a Ladeira do Quebra-Bunda, um caminho calçado que segue até os Gerais do Rio Preto, um planalto que estende cerca de 100m acima dos Gerais dos Vieira. A trilha segue pelos Gerais do Rio Preto, onde há duas opções para realizar a descida para o Vale do Pati.

A primeira opção é a rampa da ruinha, com maior declividade, que é percorrida em cerca de 40 minutos. A segunda opção é o local conhecido como arrodeio, uma descida bem mais suave que é percorrida em 1h40 minutos. O primeiro pernoite é realizado na casa de moradores ou em acampamentos juntos a elas. No segundo dia é possível subir o morro do Castelo e ter uma das mais belas vistas do Pati. A hospedagem ocorre no mesmo local do primeiro pernoite.

No terceiro dia segue-se a trilha do Cachoeirão por cima, onde além da cachoeira também é possível ter uma outra visão panorâmica do Vale do Pati. A hospedagem ocorre no mesmo local dos dias anteriores. No quarto dia a trilha segue rumo Andaraí, para o Pati de Baixo. A hospedagem ocorre em casa de moradores. No quinto e último dia a trilha segue para fora do vale através da Ladeira do Império, caminho calçado de pedras, passando pela Serra do Ramalho até chegar na cidade de Andaraí.

Distância: aproximadamente 60 km, sendo 55 km dentro do Parque Nacional.

** É gratuito a entrada no Parque.

Pai Inácio
Pai Inácio – Parque Nacional da Chapada Diamantina

Dicas de Seguranças

  • Não corra risco desnecessários  resgates em áreas naturais são complexos, caros e demorados. As trilhas do Parque Nacional possuem condições rústicas e não possuem sinalização, então saber cuidar de si é essencial.
  • Planeje seu passeio Antes de escolher um passeio, informe-se sobre as características do local, como distância, presença de água potável e o grau de esforço físico exigido.
  • Nunca saia sozinho – Não há sinal de celular dentro do Parque. Informe no local onde está hospedado qual passeio irá realizar e deixe o contato de algum familiar para ser informado em caso de acidente. Além disso, se você estiver acompanhado, terá alguém para te prestar socorro caso se machuque, sinta-se mal, ou picado por um animal peçonhento.
  • Não salte nos poços – As águas da Chapada Diamantina são escuras e não é possível visualizar pedras, galhos e troncos. Mesmo que alguém “conheça”, as chuvas alteram o leito dos rios.
  • Sempre use tênis – Proteja seus pés e suas férias. Para trilhas longas e irregulares, use botas ou tênis de cano alto para evitar torções.
  • Contrate um bom condutor de visitantes – Eles são essenciais em trilhas pouco marcadas, longas e com terreno muito acidentado. Em trilhas com maior grau de dificuldade, a presença de um bom guia faz toda a diferença, pois, caso necessário, ele irá prestar os primeiros socorros e acionar um resgate. Mas antes de fazer a contratação, peça recomendação sobre o seu trabalho.

Cuidados com o ambiente natural

  • Não faça fogueiras – fogueiras são prejudiciais à natureza e proibidas em todo Parque Nacional. Utilize um fogareiro para cozinhar.
  • Leve seu lixo de volta – o lixo não volta sozinho! Carregue seu lixo com você até encontrar uma lixeira fora do Parque Nacional.
  • Para ir ao banheiro – evacue a pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água e trilhas. Enterre o papel higiênico junto com as fezes.
  • Acampamentos – utilize os acampamentos da Igrejinha, Escolinha, Prefeitura e proximidades das casas dos moradores. Evite acampar na beira de rios, cavernas ou criar novos acampamentos.
  • Animais domésticos – não é permitida a entrada de animais domésticos dentro do PNCD, pois eles podem ser portadores de doenças que não estão presentes no ambiente natural e, assim, contaminar os animais silvestres, ou o inverso, também podem contrair novos vírus e bactérias.

Fonte oficial: Icmbio.

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